Murray Hopper

Murray Hopper, nossa sorteada. Nascida em Nova York, no ano de 1906, enfrentou consigo uma dura realidade político/social. Nos Estados Unidos, negros só adquiriram direito ao voto em 1870, mas as mulheres apenas em 1920. Quando criança, amava desmontar relógios apenas para ver como funcionavam, tornando-se no futuro almirante da marinha e cientista da computação. Alistou-se no WAVES (Women Accepted for Volunteer Emergency Service). Lá, a marinha acabou a enviando para o projeto de computação de Harvard, para que pudesse programar um dos primeiros computadores eletrônicos já existentes. Mais uma vez Grace brilhou. Diz-se que quando viu o MARK I, com todos seus pomposos 15 metros de largura, pensou consigo que era o equipamento mais bonito que ela já tinha visto. Uma vez, já no projeto MARK II (1947), descobriu o motivo do computador ter travado. Imaginem só: uma mariposa estava presa em um dos relês. E assim, cunhou pela primeira vez o termo “debugging” - o ato de remover o “bug”. Lembre-se dela toda vez que falar que seu programa “deu bug” ein?! Também foi a criadora dos compiladores, e fez especificações e padrões para a COBOL. Extremamente ativa, não parou nem com a aposentadoria. Tão amada e aclamada, teve todas as honrarias da marinha na sua morte (1992) e inclusive, foi homenageada com um navio, o USS Hopper. O lema do navio não podia ser mais parecido com ela: AUDE ET EFFICE — OUSE E FAÇA.
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#MeninasDigitaisNoCerrado
#GarotasCPBr

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